Uma asa voadora

Um avião convencional possui uma fuselagem (a estrutura principal), duas asas e três estabilizadores traseiros anexos à cauda. As asas geram a sustentação, suspendendo a fuselagem no ar. O piloto controla a direção do avião ajustando os componentes móveis das asas e os estabilizadores. O ajuste desses componentes altera a maneira como o ar flui pelo avião, fazendo o avião subir, descer ou virar. Os estabilizadores mantêm também o avião nivelado (veja Como funcionam os aviões para descobrir como esses componentes trabalham em conjunto).

O bombardeiro B-2 possui um design completamente diferente - trata-se de uma grande asa, parecido com um bumerangue.


Imagem cedida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos

O desenho dessa asa voadora é muito mais eficiente do que o de um avião convencional. Em vez de asas separadas suportando todo o peso da fuselagem, o aparelho inteiro age para gerar sustentação. A eliminação da cauda e da fuselagem também reduz o arrasto, (a força total da resistência do ar agindo sobre o avião).

A maior eficiência ajuda o B-2 a percorrer distâncias mais longas em um curto período de tempo, mas ele não é o veículo mais rápido que existe. Militares dizem que ele é subsônico, o que significa que sua velocidade máxima está pouco abaixo da velocidade do som (cerca de 341 m/s ou 1.227 km/h), mas pode percorrer 11 mil km sem reabastecer e 18.500 km com um reabastecimento em voo. Ele pode chegar a qualquer ponto da Terra em pouco tempo.


Imagem cedida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos
Uma aeronave de extensão KC-10A da força aérea americana
reabastece um bombardeiro B-2 em pleno vôo