Tarefas Humanitárias dos Boinas Verdes

O mesmo treinamento e entendimento de cultura que transformam os Boinas Verdes em uma importante vantagem para as forças armadas dos Estados Unidos (em inglês) também os tornam importantes para as pessoas necessitadas em geral. As operações humanitárias em tempos de guerra que visam ganhar os "corações e mentes" das populações locais funcionam bem quando crises surgem em tempos de paz.

Boinas Verdes participam de uma reunião no Afeganistão.
Imagem cedida por Army
Boinas Verdes participam de uma reunião com líderes locais
em uma operação de Interesses Civis no Afeganistão

Em Ruanda (em inglês) nos anos 90, os Boinas Verdes realizaram operações para ajudar refugiados capturados no confronto da guerra civil que tomava a nação africana. Os Boinas Verdes ajudaram milhares de pessoas chegarem a campos de refugiados e também auxiliaram na operação dos campos.

Durante a guerra civil da Nicarágua (erm inglês) nos anos 80, os Boinas Verdes guardaram as fronteiras que o país da América Central (em inglês) compartilhava com Honduras (em inglês) e El Salvador (em inglês). Também obtiveram sucesso em evitar que a violência da guerra atravessasse a fronteira e incitasse batalhas nas nações vizinhas.

Os Boinas Verdes também são líderes de operações de Interesses Civis, geralmente compostas de grupos políticos locais e organizações não-governamentais (ONGs), como a Cruz Vermelha. Estas operações podem envolver levar comida a pessoas famintas em vilas após uma guerra ou assegurar que suprimentos médicos cheguem a áreas de conflito.

Controvérsia e os Boinas Verdes
Apesar de seu trabalho humanitário, os Boinas Verdes nem sempre agem de acordo com os interesses dos civis. Em agosto de 2007, um comandante britânico na província de Helmand, no Afeganistão, requisitou que as forças armadas Americanas retirassem os Boinas Verdes da região. Os ataques aéreos dos Boinas Verdes Resultaram em um alto nível de mortes de civis e tornou a conquista de "corações e mentes" dos cidadãos locais mais difícil para as forças britânicas [fonte: The Scotsman].

Além de interromper as linhas de suprimentos normais, a guerra deixa muitas marcas na região, como minas e artilharias não detonadas, além de armadilhas explosivas que foram esquecidas. Após a Guerra do Vietnã (em inglês), os campos e matas do Camboja (em inglês) estavam tão cheios de minas não detonadas que o país tinha a maior população per capita de amputados, com um em cada 236 cambojanos que perderam pelo menos um membro do corpo [fonte: Clear Path International]. Outro trabalho humanitário dos Boinas Verdes são as operações de inutilização de minas, nas quais destacamentos viajam para nações estrangeiras para remover e inutilizar armamento não detonado.

Durante uma época dos anos 70, os efeitos das missões humanitárias dos Boinas Verdes foram sentidos também nos Estados Unidos. Após a Guerra do Vietnã, os Boinas Verdes deram início à operação SPARTAN (Proficiência Especial em Terrenos Acidentados e Construção de Nação). Nesta operação, os Boinas Verdes viajaram para áreas rurais pobres da Flórida e da Carolina do Norte e ajudaram as populações locais com assistência médica e projetos de construção comunitária que incluíam escolas e hospitais.

Mas o que o futuro reserva para os Boinas Verdes? No próximo capítulo, falaremos sobre o futuro da Força Especial do Exército.

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