Existem outros animais terrestres bioluminescentes, incluindo insetos, centopéias, diplópodes e minhocas. Um dos insetos luminescentes mais conhecidos é o vaga-lume (em inglês). As pessoas geralmente imaginam os vaga-lumes como insetos adultos brilhantes, mas a larva do vaga-lume também pisca. As minhocas luminosas também são insetos - são as larvas de várias espécies de moscas e besouros. Algumas pessoas referem-se aos vaga-lumes como minhocas brilhantes, pois algumas fêmeas não possuem asas e assemelham-se mais a minhocas do que a insetos.
![]() Os animais bioluminescentes vivem principalmente em regiões do oceano que não recebem muita luz do sol |
Apenas uma quantidade pequena de luz do sol chega a essa profundidade do oceano. A água do mar absorve a luz do sol amarela, laranja e vermelha e dispersa uma luz violeta, para que a luz que chega à zona crepuscular seja verde-azulada. Isso até certo ponto, pois a luz verde-azulada possui um comprimento de onda pequeno; assim, tem mais força para penetrar na água. Veja Como funciona a luz para saber mais sobre o comportamento de diferentes comprimentos da onda da luz.
Muitos animais bioluminescentes vivem nessa profundidade, incluindo águas-vivas, lulas, camarões, krills (pequenos crustáceos semelhantes ao camarão), minhocas marinhas e peixes. A maioria produz uma luz com comprimento de onda de aproximadamente 440 a 479 nanômetros. Ela corresponde à luz do sol verde-azulada que existe nessa parte do oceano. O brilho dos animais pode percorrer uma longa distância, além de misturar-se à luz que vem da superfície. Em algumas partes do oceano, esses animais são as principais fontes de luz.
Os animais utilizam a bioluminescência para uma série de finalidades. A seguir, veremos como a capacidade de criar luz ajuda-os a sobreviver.
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