Como muitos sabem, as lhamas são nossas amigas. Elas são macias, têm bom temperamento, são divertidas. Mas poucos sabem que esses camelídeos cobertos de lã podem nos salvar caso o "fim" chegue na forma de um ataque biológico.

Por muitos anos, os cientistas têm desenvolvido dispositivos chamados biosensores que podem detectar os primeiros sinais de uma guerra biológica. Estes sensores são feitos de anticorpos, normalmente anticorpos humanos clonados chamados imunoglobina G (IgG). A IgG é uma das ferramentas que o sistema de imunológico utiliza para detectar, rastrear e destruir o vírus como cólera e varíola, que têm sido citadas como armas biológicas em potencial. Anticorpos específicos incitados apenas por vírus antígenos específicos, portanto, tipos diferentes de sensores detectam tipos diferentes de doenças (veja Como funciona o sistema imunológico para aprender mais). A idéia é que quando esses sensores baseados em anticorpos comecem a reagir - isto é, incitados em partículas no ar - saibamos instantaneamente que uma ameaça biológica está presente e qual é o tipo de ameça.

O problema com anticorpos como IgG é que eles são delicados. Anticorpos são cadeias de proteínas e o IgG é constituído de cadeias delicadas e outras resitentes. Isto quer dizer que elas são de estrutura complexa, com metodos complexos de união, o que torna sua produção cara e demorada. As cadeias de proteínas mais leves em particular as tornam susceptíveis a mudanças ambientais. A IgG tem tempo de conservação curto, requer refrigeração, e se é exposta a temperaturas altas - acima de 150 F (65° C) - decompõe-se completamente, inutilizando o sensor. Sobre os anticorpos da lhama.

lhama lhama lhama
AP Photo/Carolyn Kaster
Uma lhama ruminando feno na Pensilvânia em 2006
Lhamas, camelos e tubarões produzem um anticorpo que é incrivelmente resistente. Ele não possui cadeias de proteínas sensíveis, apenas cadeias resistentes, não apenas tornando-o forte, mas também simples, com um local de união (cerca de um décimo do tamanho do local de união de um anticorpo humano). Os cientistas podem criar estes anticorpos de domínio único (sdAbs) rapidamente, como pesquisadores têm feito no Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos, em Washington. Utilizando pequenas quantidades de sangue de lhamas, os cientistas construíram um acervo de mais de um bilhão de sdAbs preparados para unirem-se a antígenos diferentes. Devido ao local de união ser tão pequeno, eles são muito mais fáceis e menos caros para serem preparados que outros tipos de anticorpos. E sua simplicidade os torna mais fortes: Eles são muito mais duráveis que a IgG, não necessitam refrigeração (em inglês) e permanecem perfeitamente intactos a temperaturas de até 200 F (~90° C).

Utilizando estes anticorpos simples e robustos, os cientistas podem desenvolver um acervo de sensores para detectar todas as armas biológicas imagináveis - e então desenvolver anticorpos que se conectem a novas ameaças, conforme apareçam. Estes biosensores, colocados em contêineres portáteis, podem ser transportados por soldados em campo para a detecção de uma ameaça biológica assim que isso se torne viável. Restrições de tempo e temperatura não impedirão o uso abrangente de biosensores em terrenos escarpados.

Mais links interessantes (em inglês)

     

  • Departamento de Economia Agrícola, NDSU: Lhama
  • Journal of Analytical Chemistry: Geração fácil de aquecimento estável antiviral e anticorpos de domínio único de antitoxina a partir de um acervo semi-sintético de uma Lhama
  • ScienceDaily: Novos biosensores a partir do sangue de lhamas - Dez. 5, 2006