A maior estrutura viva do mundo, a Grande Barreira de Recifes (GBR), pode ser vista do espaço. O recife, com 2.300 km de comprimento, realmente não é um recife único, mas cerca de 3 mil recifes individuais. Se uma pessoa disser que mergulhou a GBR inteira, ela estará mentindo. Como cada recife tem em média 9,6 km de comprimento, seria necessário mais que uma vida inteira para explorar os 30 mil quilômetros totais. E acrescente mais uma ou duas vidas inteiras para percorrer os 650 mil km2 de fundo do mar entre os recifes.

A GBR é uma das sete maravilhas do mundo natural (em inglês) e um lugar para mergulho bastante procurado. Com mais de 400 espécies de coral, 2 mil espécies de peixe, 4 mil moluscos e seis das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, é fácil saber o porquê [fonte: Zell]. Em qualquer um dos recifes individuais do sistema você encontrará mais espécies de coral do que no Oceano Atlântico inteiro [fonte: Sammon]. Com todas as formas de vida marinha encontradas nos diferentes recifes, você pode mergulhar no mesmo lugar diversas vezes e, ainda assim, não conseguir ver tudo. Peixes-anjos vermelhos, moréias gigantes, tubarões-martelo, corais Acropora cervicornis - são apenas alguns exemplos do que se pode encontrar ao mergulhar.

Embora se tenha observado uma certa deterioração ao longo dos anos, a Grande Barreira de Recifes é relativamente bem protegida. Outros recifes, no entanto, não têm a mesma sorte. Juntas, as causas humanas e naturais danificaram 10% dos recifes do mundo e 30% podem desaparecer nos próximos 10 a 20 anos [fonte: NOAA (em inglês)]. Nas Filipinas (em inglês), um dos 25 pontos de biodiversidade do mundo, 70% dos recifes foram destruídos e apenas 5% estão em boas condições [fonte: TAMU (em inglês)]. Continue lendo para conhecer algumas causas dessa destruição.