![]() |
Mas nada saiu realmente do solo até o verão de 1783, quando os irmãos Montgolfier mandaram uma ovelha, um pato e uma galinha em um vôo de 8 minutos sobre a França. Os dois irmãos, Joseph e Etienne, trabalhavam para a prestigiada empresa de papel de sua família. Como um projeto paralelo, eles começaram a fazer experimentos com embarcações de papel elevadas por ar quente. Durante dois anos, eles desenvolveram um balão de ar quente com desenho muito parecido aos de hoje. Mas ao invés de usar propano, eles impulsionaram o modelo deles queimando palha, esterco e outro material colocado no fosso de fogo.
A ovelha, o pato e a galinha foram os primeiros passageiros do balão em 19 de setembro de 1783, e os Montgolfiers os primeiros a demonstrar vôo para o Rei Luiz XVI. Eles entregaram ao rei algumas garantias de que os humanos podem respirar na atmosfera elevada. Dois meses depois, o Marquês Francois d'Arlandes, um major da infantaria, e Pilatre de Rozier, um professor de física, foram os primeiros humanos a voar.
Outros balões de ar foram desenhados seguidos de ambiciosos vôos, mas em 1800, o balão de ar quente foi em grande parte ofuscado pelo balão a gás. Um fator desta redução de popularidade foi a morte de Pilatre de Rozier em uma tentativa de voar sobre um Canal Inglês. O novo balão que ele construiu incluía um pequeno balão de hidrogênio junto com o envelope do balão de ar quente. O fogo acendeu o hidrogênio no começo do vôo, e o balão inteiro pegou fogo.
Mas o principal motivo dos balões de ar quente serem substituídos pelo balão a gás dirigível foi um superior número de desenhos e formas - principalmente porque eles têm mais autonomia de vôo, possibilitando manobras.
Outro tipo popular foi o balão de fumaça. Este balão era erguido por uma chama no solo, e não tinha qualquer fonte de calor fixada a ele. Ele simplesmente subia rapidamente, e então baixava de volta ao solo. Ele foi usado principalmente como uma atração em feiras viajando nos Estados Unidos, no final do século XIX e começo do século XX. Um balonista colocava um pára-quedas e se prendia à lona do balão. Então, vários assistentes seguraram o balão sobre um fosso com fogo, fazendo o ar muito quente, e aumentando ainda mais a força ascendente. Quando a força fosse suficientemente grande - e se o balão não tivesse pegado fogo - os assistentes soltaram e o balonista era lançado ao ar. Quando o balão chegasse a um ponto elevado, o balonista saltava de pára-quedas ao solo.
Desde a década de 60, do século XX, os tradicionais balões de ar quente têm experimentado um renascimento, em parte devido a um homem chamado Ed Yost e sua empresa, a Raven Industries. Yost e seus sócios fundaram as Indústrias Raven em 1956 e desenharam e construíram balões de ar quente para o Escritório Naval de Pesquisas Navais dos Estados Unidos (ONR). A ONR procurou os balões pelo fácil transporte de pequenas cargas. Yost e sua equipe tomaram o conceito básico do balão dos irmãos Montgolfier e ampliaram, adicionando o sistema de queimador de propano, novo material do envelope, um novo sistema de inflagem, e muitos equipamentos de segurança importantes.
Eles também surgiram com a moderna forma de estilo de envelope lâmpada. Yost primeiro desenhou um grande balão esférico. Este balão funcionou bem, mas teve um padrão de inflagem estranho: quando o ar era aquecido, o topo do balão enchia em cima, mas a parte de baixo ficava menos inflada. Por eficiência, Yost somente se livrou do tecido extra do fundo, desenvolvendo a forma de balão "natural" que nós vemos hoje.
No começo dos anos 60, no século passado, a ONR perdeu o interesse em balões de ar quente, então Yost começou a vender seus balões como equipamento de esporte. Outras companhias logo surgiram, à medida que mais e mais pessoas envolviam-se em baloagem. Com o passar dos anos, desenhistas continuaram a modificar os balões de ar, adicionando novas características e materiais de segurança, assim como desenvolvendo formas de envelope criativas. Alguns fabricantes também aumentaram o tamanho da cesta e a capacidade de carga, construindo balões que comportam até 20 passageiros.
Mas o desenho básico ainda é a versão modificada de Yost do conceito original dos irmãos Montgolfier. Esta extraordinária tecnologia tem fascinado pessoas por todo o mundo. Passeios de balão são um negócio multimilionário, e corridas de balão e outros eventos continuam a atrair multidões de espectadores e participantes. Tornou-se até chique (entre os bilionários) construir balões de alta tecnologia para viagens em volta do mundo. Isto realmente explica muito o porquê dos balões de ar quente serem ainda tão populares, mesmo na era dos aviões a jato, helicópteros e ônibus espaciais!
Para mais informações sobre balões de ar quente e tópicos relacionados, consulte os links na próxima página.