Rocket Racers e Xerus


Imagem cortesia da Rocket Racing League
Um poster para o Leading Edge Rocket Racing, o primeiro time da Rocket Racing League
O avião-foguete EZ-Rocket tem feito seus últimos vôos para testar as novas tecnologias de aviões-foguetes. A XCOR Aerospace está avançando em dois novos projetos: o desenvolvimento de rocket racers (espécie de aviões- foguete para corridas aéreas) e uma espaçonave suborbital.

Corrida de foguetes
Dr. Peter Diamandis, fundador do Ansari X-Prize, estabeleceu a Rocket Racing League (RRL) - Liga de Corrida de Aviões-Foguete com Granger Whitelaw, duas vezes campeão das 500 milhas de Indianápolis. Diamandis e Whitelaw prevêem uma ampla cobertura televisiva e participação dos telespectadores como foi com NASCAR. Os Rocket Racers irão competir no mundo todo em eventos independentes a 5 mil pés de altura, em percursos de 3.200 metros de extensão. Os fãs irão assistir ao vôo dos aviões através de uma rota virtual criada pela Sportvision (a mesma empresa que criou as linhas de jardas virtuais "1st and 10" nas transmissões de jogos de futebol americano na ESPN). A temporada irá culminar em um campeonato no X Prize Cup valendo 2 milhões de dólares, um evento anual que acontece em Las Cruces, Novo México.

A Rocket Racing League irá incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias por empresas privadas e inspirar novas gerações de cientistas espaciais. Os testes da corrida de foguetes foram realizados durante o X-Prize Cup 2005. Em janeiro de 2006, a Rocket Racing League anunciou um torneio (em inglês) para os fãs a fim de definir o primeiro Mark-1 X-Racer. O prêmio inclui um passe VIP de um ano para todos os eventos da Rocket Racing League.


Imagem cortesia da Rocket Racing League
Representação artística de uma corrida de aviões-foguete


Foto cortesia da Rocket Racing League
O veículo desenvolvido Mark-1 X-Racer

Xerus: o próximo passo da XCOR
O próximo projeto da XCOR Aerospace é a criação de um avião espacial suborbital, o Xerus. Eles identificaram três mercados que poderiam se beneficiar de um veículo de lançamento acessível e reutilizável:

  • turismo espacial - muitas pessoas gostariam de experimentar a gravidade zero e apreciar a vista do espaço, mas não tem condições de pagar um vôo de 20 milhões de dólares. Um vôo suborbital poderia oferecer aos passageiros três minutos de falta de gravidade a uma altitude de 100 km;

  • cargas suborbitais - geralmente, o ônibus espacial ou foguete de sondagem leva muitos experimentos científicos de pequena escala que não precisam necessariamente estar em órbita. Alguns desses experimentos são secundários à missão e poderiam ser dispensados. Com o Xerus, eles poderiam ser transportados separadamente;

  • lançamento de micro-satélites - o Xerus poderia ser o primeiro estágio para o transporte de minúsculos satélites com pequenas cargas. O veículo de lançamento transportaria o satélite em um foguete menor, soltaria-o, e deixaria que o micro-satélite fosse atirado pelo foguete à órbita. Isso seria menos caro do que alocar foguetes multi-estágio ou o ônibus espacial.


Imagem cortesia da XCOR Aerospace
Representação artística do Xerus

O Xerus irá utilizar vários motores principais para alcançar uma altitude de aproximadamente 65 km e, então, chegar aos 100 km. Ele irá atingir a velocidade máxima de Mach 4, cerca de 10 vezes mais rápido que o avião-foguete EZ-Rocket e irá decolar e pousar como um avião convencional. Uma vez fora da atmosfera, a espaçonave irá usar um pequeno motor de foguete (thruster) de 20,7 kg para manobras (controles de altitude). O Xerus irá usar a tecnologia de combustível líquido como o que foi desenvolvido e testado no avião-foguete EZ-Rocket. Também irá utilizar bombas de pistão para o combustível e para o oxidante (o avião-foguete EZ-Rocket utiliza somente uma para o oxidante) A XCOR está desenvolvendo esta tecnologia para a NASA e para o Departamento de Defesa Americano.


Foto cortesia da XCOR Aerospace
Representação artística do Xerus transportando uma pequena carga

Quando a XCOR terminar o seu projeto para o Xerus, ela planeja programar 20 vôos de teste.

Para mais informações sobre o avião-foguete EZ-Rocket, a Liga da Corrida de Foguetes, Xerus e tópicos relacionados, veja os links na página seguinte.

Aviões-foguete do passado
Os alemães desenvolveram aviões-foguete: o Lippisch Ente e o Messerschmitt Me 163 Bs e Cs, juntamente com motores a jato durante a II Guerra Mundial. Estes aviões atingiram velocidades de até 966 km/h, somente um pouco abaixo da velocidade do som. A União Soviética também fez experimentos com aviões-foguetes, e os japoneses desenvolveram até um bombardeiro kamikaze equipado com foguetes.


Foto cortesia da NASA
O X-15 sendo lançado de um navio B-52
Após a II Guerra Mundial, os aviões-foguete foram usados experimentalmente para testar o desempenho das aeronaves em velocidades hipersônicas. Em 14 de outubro de 1947, Chuck Yeager foi o primeiro a romper a barreira do som no avião-foguete Bell X-1.

Talvez o mais famoso avião-foguete tenha sido o X-15 da NASA. O X-15 foi construído para a pesquisa da aerodinâmica, estabilidade, controle de vôo, aquecimento e efeitos fisiológicos do vôo em alta velocidade e altitude elevada. Ele fez 199 vôos entre junho de 1959 e outubro de 1968 e estabeleceu recordes de altitude (354.200 pés), e de velocidade (7.270 km/h, ou Mach 6.7) de vôo hipersônico pilotado. As informações do programa foram úteis no desenvolvimento dos programas para o Mercury, Gemini, Apollo e ânibus Espacial.