A NEAR pousa em Eros

Após um ano orbitando Eros, a NEAR estava quase sem combustível. Ela foi projetada apenas para orbitar o asteróide e, no fim, colidir com a superfície. Em virtude de todos os seus objetivos científicos terem sido realizados, os cientistas da NEAR decidiram tentar pousar a espaçonave em vez de deixá-la colidir (o pouso não estava previsto para o plano de vôo inicial da NEAR, pois ela não estava equipada com trem de aterrissagem ou outros dispositivos para pouso em superfície). O procedimento de pouso permitiria que os cientistas testassem manobras complexas para uma espaçonave e obtivessem imagens próximas da superfície. Essas imagens possibilitariam os cientistas de verem objetos com diâmetros menores de 10 cm.


Foto cedida pela NASA/JHUAPL
A rota do pouso da NEAR da órbita

Os cientistas determinaram que a NEAR diminuísse sua órbita circular e executasse uma série de voltas de frenagem à medida que se aproximasse da superfície. O pouso seria feito na parte central, em forma de sela, do asteróide.


Foto cedida pela NASA/JHUAPL
Local de pouso da NEAR (amarelo)

A NEAR aproximou-se da superfície e enviou imagens de Eros tiradas de 500 m a 120 m para baixo.


Foto cedida pela NASA/JHUAPL
A superfície de Eros - a 1.150 m


Foto cedida pela NASA/JHUAPL
Última imagem da NEAR da superfície de Eros - a 120 m

A temperatura no asteróide varia de 100º C durante o dia a -150º C à noite. Existe pouca gravidade, com uma velocidade de escape de apenas 36 km/h (a velocidade de escape da Terra é de 40.250 km/h), mas ela conseguiu segurar a NEAR, que resistiu ao pouso e ainda pôde transmitir informações à Terra, via rádio.

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