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| arrasa bunkers | ||
As Forças Armadas Americanas desenvolveram várias armas para atacar essas fortalezas subterrâneas: os arrasa-bunkers, bombas que penetram profundamente no solo ou atravessam vários metros de concreto reforçado antes de explodirem. Foram elas que tornaram possível atingir e destruir instalações que teriam sido impossíveis de se atacar de outra maneira.
![]() Foto cedida Air Force F-111 e o "arrasa-bunker" GBU-28 |
Neste artigo, você vai aprender sobre os diferentes tipos de arrasa-bunkers para que consiga entender como funcionam e, além disso, saberá quais serão as novidades que o futuro reserva para esse tipo de arma.
Arrasa-bunkers convencionais
Durante a Guerra do Golfo de 1991, as forças aliadas sabiam que vários bunkers militares subterrâneos no Iraque eram tão reforçados e enterrados, que ficavam fora do alcance das munições até então existentes. Por causa disso, a Força Aérea Americana (em inglês) deu início a intensas pesquisas e processos de desenvolvimento para criar uma nova bomba arrasa-bunkers que pudesse alcançar e destruir esse tipo de bunkers. Em apenas poucas semanas, um protótipo foi criado, e tinha as seguintes características:
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A bomba final, conhecida como GBU-28 ou BLU-113, tem 5,8 metros de comprimento, 36,8 centímetros de diâmetro e pesa 1.996 kg.
A partir da descrição da seção anterior, dá para perceber que o conceito por trás das bombas arrasa-bunkers, como a GBU-28, não são nada mais do que pura física. Elas têm:
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![]() Foto cedida U.S. Department of Defense Um Nighthawk F-117 trava no alvo e libera um arrasa-bunkers durante uma missão de testes na Base Aérea de Hill, no estado de Utah |
Quando a bomba atinge o solo, tem o efeito parecido com o de um prego enorme disparado por um pregador pneumático. Nos testes, a GBU-28 penetrou até 30,5 metros no solo ou 6 metros no concreto.
Durante uma missão comum, os serviços de inteligência ou imagens aéreas/de satélite revelam a localização do bunker e uma GBU-28 é colocada a bordo de um bombardeiro Stealth B2, um F-111 ou alguma aeronave semelhante.
![]() Foto cedida U.S. Department of Defense O piloto de um F-15E Strike Eagle e um oficial de armas inspecionam uma bomba GBU-28 guiada por laser |
O bombardeiro voa próximo ao alvo, o alvo é iluminado e a bomba é liberada.
![]() Foto cedida U.S. Department of Defense Visão aérea de uma GBU-28 em um F-15E Eagle |
A GBU-28 já foi, no passado, abrigada dentro de um FMU-143, um detonador para fazê-la explodir somente após a penetração, em vez de explodir no impacto. Também já houve várias pesquisas com detonadores inteligentes que, com o uso de um microprocessador e um acelerômetro, conseguem detectar o que está acontecendo durante a penetração e explodir no momento correto. Esses detonadores são conhecidos como HTSF (detonadores inteligentes para alvos difíceis). Acesse GlobalSecurity.org: HTSF (em inglês) para obter mais detalhes.
A GBU-27/GBU-24 (também conhecida como BLU-109) é praticamente idêntica à GBU-29, exceto pelo fato de que pesa apenas 900 kg, fazendo com que seja mais barata de se produzir e com que um bombardeiro possa transportar mais de uma em cada missão.
Para criar arrasa-bunkers que penetram ainda mais profundamente, os projetistas agora têm três escolhas:
![]() Foto cedida Air Force Arrasa-bunkers GBU-28 |
O urânio empobrecido é um subproduto da indústria de energia nuclear. O urânio natural extraído de minas contém dois isótopos: O U-235 e o U-238. O primeiro é a versão necessária para produzir energia nuclear. Veja Como funciona a energia nuclear para mais detalhes, o que faz com que o urânio seja refinado para que se extraia o U-235 e se crie o "urânio enriquecido." O U-238 que sobra é conhecido como "urânio empobrecido."
O U-238 é um metal radioativo que produz partículas alfa e beta. Mas quando na forma sólida, não é especialmente perigoso pelo fato de sua meia-vida ser de 4,5 bilhões de anos, o que significa que decai muito lentamente. Para que você tenha um exemplo de seu uso, ele é o material do lastro em barcos e aviões. Caso você esteja curioso, aqui vão as três propriedades que tornam o urânio empobrecido útil para a arma de penetração:
Mas você deve estar se perguntando, "estão esperando o quê então? Há algum problema?" O problema é o fato de que o urânio empobrecido é radioativo. Os EUA utilizam toneladas de urânio empobrecido no campo de batalha e, no final do conflito, isso deixa toneladas de material radioativo no meio ambiente. Por exemplo, a reportagem da Revista Time: tempestade de areia nos Balcãs (em inglês) diz:
Armas nucleares táticas
O Pentágono desenvolveu armas nucleares de uso tático para atingir até os bunkers mais reforçados e profundamente enterrados. A idéia é combinar uma pequena bomba nuclear com um invólucro de bomba de penetração para criar uma arma capaz de perfurar o solo por longas distâncias e, então, explodir com força nuclear. A B61-11, disponível desde 1997, é a arma mais avançada que existe em matéria de arrasa-bunkers nucleares.
De um ponto de vista prático, a vantagem de uma pequena bomba nuclear é que ela consegue abrigar muita força explosiva dentro de um espaço muito pequeno. Cnsulte Como funcionam as bombas nucleares para detalhes. A B61-11 pode transportar uma carga nuclear de 1 quiloton (mil toneladas de TNT) a 300 quilotons. Para que você possa fazer uma comparação, a bomba usada em Hiroshima tinha uma capacidade de aproximadamente 15 quilotons. A onda de choque causada por uma explosão subterrânea tão intensa causaria danos em camadas profundas do solo e supostamente destruiria até a casamata mais fortificada.
No entanto, do ponto de vista ambiental e diplomático, o uso da B61-11 cria uma série de problemas. Um deles, é que não há maneira de nenhuma bomba de penetração já produzida se enterrar tão profundamente no solo a ponto de conter uma explosão nuclear, o que faz com que a B61-11 deixe uma cratera imensa e libere uma enorme quantidade de dejetos radioativos no ar. Em relação à diplomacia, a B61-11 é problemática porque viola o desejo internacional de eliminar o uso de armas nucleares. Acesse FAS.org: armas nucleares de penetração no solo e pequena carga (em inglês) para mais detalhes.
Para mais informações sobre a GBU-28, a B61-11 e o urânio empobrecido, confira os links na próxima página.
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