Mas a corrida dos arranha-céus está longe de terminar. Há mais de 50 edifícios propostos que quebrariam o recorde atual. Algumas das estruturas mais conservadoras já estão em construção. Mas os edifícios mais ambiciosos são apenas teoria atualmente. São possíveis? De acordo com alguns peritos em engenharia, a limitação real é o dinheiro, não a tecnologia. Edifícios super altos necessitariam de materiais extremamente firmes e bases sólidas extremamente reforçadas. As equipes de construção precisariam criar guindastes e sistemas de bombeamento para conseguir levar os materiais e o concreto para os níveis mais altos. Dito tudo isso, colocar um desses edifícios em pé poderia facilmente custar dezenas de bilhões de dólares.
Além disso, haveria um problema logístico com os elevadores. Para fazer os andares superiores em um edifício de 200 andares facilmente acessíveis, você precisaria de um grande banco de elevadores, o que consumiria uma ampla área no centro do edifício. Uma solução fácil para este problema é arranjar os elevadores para que eles subam apenas até a metade do caminho. Os passageiros que querem sair do topo tomariam um elevador até a metade do caminho e trocariam de elevador para o resto do caminho.
Os peritos estão divididos sobre a altura a que realmente podemos chegar em um futuro próximo. Alguns dizem que, com a tecnologia de hoje, é possível construir um edifício com mais de 1.600 metros de altura, enquanto outros dizem que precisaríamos desenvolver materiais mais fortes e leves, elevadores mais rápidos e amortecedores de balanço avançados para esses edifícios se tornarem possíveis. Hipoteticamente falando, a maioria dos engenheiros não impõe um limite superior. Muitos especialistas dizem que os avanços tecnológicos futuros podem levar à construção de cidades nas alturas, capazes de abrigar um milhão de pessoas ou até mais.
Se realmente chegaremos lá é outra questão. Devemos fazer construções cada vez mais altas no futuro para simplesmente conservar a terra. Quando construímos para cima, pode-se concentrar muito mais desenvolvimento naquela área, ao invés de se espalhar por áreas naturais não usadas. As cidades dos arranha-céus seriam muito convenientes: mais empresas podem se reunir em uma cidade, reduzindo o tempo de ida para o trabalho e volta para casa.
Mas a força principal atrás da corrida dos arranha-céus pode virar uma futilidade básica. Onde alturas monumentais já honraram deuses e reis, agora elas glorificam corporações e cidades. Estas estruturas surgem de um desejo fundamental: todos querem ter os mais altos edifícios no quarteirão. Esta motivação tem sido um fator principal no desenvolvimento dos arranha-céus nos últimos 120 anos, e podemos afirmar que continuará a impulsionar os edifícios pelos próximos séculos.