Tornando-o funcional

Na seção anterior, vimos que os novos processos de fabricação de ferro e aço abriram a possibilidade de construir edifícios como torres. Mas isto é apenas metade do processo. Antes que os arranha-céus pudessem se tornar realidade, os engenheiros tinham que torná-los práticos.


Os 73 elevadores do Empire State Building podem se mover de 183 a 427 metros por minuto. Na velocidade máxima, você pode viajar do térreo para o 80° andar em 45 segundos.

Uma vez que um edificio tenha mais do que 5 ou 6 andares, as escadas se tornam uma tecnologia bem inconveniente. Os arranha-céus nunca teriam funcionado sem a coincidência do aparecimento da tecnologia do elevador. Desde que o primeiro elevador de passageiros foi instalado na Loja de Departamentos Haughwout, em Nova York, em 1857, os poços de elevadores têm sido parte principal do projeto dos arranha-céus. Na maioria dos arranha-céus, os poços de elevador são a parte central do edifício.

A estrutura do elevador é uma espécie de equilíbrio. À medida que se acrescentam ao edifício, aumentam sua ocupação. Quanto mais pessoas houver, obviamente, mais elevadores serão necessários. Porém, os poços de elevadores ocupam muito espaço. Decidir o número de andares e elevadores é uma das partes mais importantes do projeto de um edifício. 

A segurança do edifício também é uma consideração importante no projeto. Os arranha-céus não teriam funcionado tão bem sem o advento, na década de 1800, dos novos materiais de construção resistentes ao fogo. Hoje, os arranha-céus também são equipados com sofisticados chuveiros automáticos (os sprinklers) que apagam a maioria dos incêndios antes que eles se espalhem muito. Isto é extremamente importante quando você tem centenas de pessoas vivendo e trabalhando a vários metros acima da saída de emergência.

Os arquitetos também prestam atenção ao conforto dos ocupantes do edifício. O Empire State Building (site em inglês), por exemplo, foi projetado para que seus ocupantes pudessem sempre estar a 9,144 metros de uma janela. O edifício do Commerzbank em Frankfurt, Alemanha, tem áreas tranqüilas de jardins internos construídos do lado oposto das áreas dos escritórios, em uma estrutura ascendente espiral. Um edifício somente faz sucesso quando os projetistas enfocam não apenas a estabilidade estrutural, mas também a utilidade e a satisfação do ocupante.