Pesquisa de vacina e tratamento

Autor: 
Lee Obringer

A vacina que foi desenvolvida nos anos 50 (e licenciada em 1970) é fornecida atualmente apenas para militares, pessoas que trabalham diretamente com antraz em laboratórios de pesquisa e para aqueles que trabalham com animais e subprodutos animais que podem ser infectados por antraz. A vacina usa o antígeno protetor do antraz para fazer com que o corpo crie imunidade à doença. Ela é criada a partir de uma cepa de antraz que não causa a doença, e não usa nenhuma bactéria inteira, viva ou morta. Há uma outra vacina diferente para uso em animais.

Os efeitos colaterais da vacina contra o antraz incluem:

  • pequenas reações locais na área da injeção (como ocorre em diversos tipos de vacina);
  • reações ocasionais e moderadas que incluem vermelhidão, inchaço e sensibilidade, freqüentes no local da injeção e se estendendo até 13 cm ao redor da área;
  • grandes reações locais maiores do que 15 cm, incluindo inchaço do antebraço e do local da injeção;
  • dores musculares, dores nas juntas, dores de cabeça, erupções na pele, calafrios, febre, náusea, perda de apetite e fraqueza por alguns dias após a vacinação (experimentadas por até 35% das pessoas que recebem a vacina);
  • uma reação alérgica intensa (que aparece uma vez a cada grupo de 100 mil doses);
  • uma reação intensa que requer hospitalização (que aparece uma vez a cada grupo de 200 mil doses).

Pesquisa
Estudos feitos por R. John Collier e seus colegas na Harvard Medical School revelaram uma possível terapia que pode ser usada tanto como vacina quanto como um tratamento para o antraz (particularmente quando os antibióticos não foram administrados com rapidez suficiente).

Essa pesquisa se baseou nas descobertas preliminares de George Vande Woude e outros no National Cancer Institute, em Frederick, MD, que identificaram o papel do antígeno protetor de permitir que o fator letal e o fator edema penetrem na célula e comecem a espalhar a destruição. A pesquisa de Collier envolveu a mutação do antígeno protetor para impedir essa transferência. Os experimentos sugeriram que mesmo um único antígeno protetor mutante pode interromper todo o processo. Esse tratamento funcionou em ratos expostos ao antraz, mas ainda não se sabe quanto tempo após a exposição o tratamento poderia ser ministrado e ainda ser eficaz no combate à doença.

Como o antígeno protetor mutante também parece causar uma resposta imunológica (pelo menos em ratos), ele tem potencial para ser uma vacina e ao mesmo tempo tratamento. Se tiver êxito, essa abordagem poderá ser usada para outras doenças.

Para mais informações sobre o antraz e assuntos relacionados, verifique os links na próxima página.