O ano bissexto nos calendários lunares

Os três calendários lunares mais conhecidos (e usados) na atualidade, são o judaico, o muçulmano e o chinês. Assim como o gregoriano, eles também precisam ser ajustados periodicamente.

Cada ciclo lunar dura aproximadamente 29 dias e 12 horas. Para coordenar datas comemorativas e calendário, alguns meses judaicos têm dias a mais ou a menos, ficando sempre entre 29 e 30 dias. A duração do ano varia entre 353 e 355 dias, ficando geralmente com 354 dias.

Stonehenge, na Inglaterra, foi usado como observatório astronômico
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As pedras de Stonehenge era utilizadas como observatório astronômico;
o objetivo aparente seria observar o nascer e o pôr do sol e da lua,
visando a elaboração de um calendário de estações do ano

Há uma diferença entre 12 dias e quase 6 horas e 10 dias e quase 6 horas entre o calendário lunar e o ano solar. Como algumas festas judaicas também estão atreladas às estações do ano, é preciso corrigir o descompasso periodicamente. O acerto é feito acrescentado um mês inteiro no calendário. O 13º mês é chamado adar sheni (que significa adar segundo), tem 29 dias e fica entre março e abril do calendário cristão-gregoriano. O ano com um mês extra é chamado de ano embolísmico.

O cálculo dos anos embolísmicos é feito dentro de um período de 19 anos (o tempo que leva para que o calendário lunar corrigido e o ano solar entrem novamente em sincronia prefeita). Nesse período, são embolísmicos os anos 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º.

No calendário muçulmano, também lunar, o ano comum tem 12 meses de 29 ou 30 dias e um total de 354 dias. O acerto periódico é feito com o acréscimo de um dia ao último mês do ano (Dhu al-Hijjah), que fica com 30 dias. Os anos mais longos chamam-se anos abundantes. O cálculo também se parece com o judaico: num ciclo de 30 anos, são abundantes os anos 2º, 5 º, 7 º, 10 º, 13 º, 16 º, 18 º, 21 º, 24 º, 26 º e 29 º.

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