Comportamento animal

O termo comportamento animal é usado para designar coletivamente a forma como um animal reage ao ambiente que o cerca e às condições dentro de seu corpo. O ambiente inclui plantas e outros animais, como também os elementos sem vida, como luz e som. O conhecimento do comportamento animal se origina principalmente das observações das atividades do animal em experimentos controlados em laboratório e e do comportamento observado no seu habitat natural, como na selva. O estudo do comportamento animal é chamado de etologia.

Todos os tipos de comportamento, simples ou complexos, são resultado da resposta do animal a um estímulo. Estímulo é uma mudança em algum aspecto do ambiente ou uma mudança que ocorre dentro do corpo do animal. O comportamento de um animal é limitado por sua estrutura física, especialmente o nível de desenvolvimento de seu sistema nervoso e dos órgãos dos sentidos. Cada espécie de animal bem sucedida desenvolveu, com o tempo, as características físicas e o comportamento apropriado para permitir que ele sobrevivesse e se reproduzisse.

Dependendo dos órgãos dos sentidos que possui, ele pode reagir à temperatura, à luz, ao som, ao toque, ao paladar e ao cheiro. Além disso, um animal reage a vários estímulos internos. O comportamento de acasalamento, por exemplo, depende da presença de vários hormônios liberados no corpo. Os desejos por comida, água e oxigênio são estimulados pelas necessidades internas do corpo. Um animal saciado não comerá nem mesmo o alimento mais tentador do mundo.

Quando o comportamento não é aprendido nem modificado pela experiência, ele é considerado instintivo. Diz-se que o comportamento instintivo é inato, isto é, seu padrão é inerente e determinado pela hereditariedade. Por exemplo, um peixe-cachimbo que acabou de nascer sabe instintivamente como procurar comida e o fará tão bem quanto um adulto de sua espécie.

Um tipo especial de resposta inata encontrada nos animais com um sistema nervoso central é a ação reflexiva. O reflexo patelar, no homem, é um exemplo. Uma ação semelhante ocorre nas rãs: se o dedo de uma rã for pressionado, a perna levantará. Essa reação ocorre mesmo que seu cérebro tenha sido retirado.

Um reflexo normalmente envolve um único músculo ou um único conjunto de músculos, mas o comportamento instintivo envolve o animal como um todo. Além disso, um reflexo ocorrerá somente enquanto houver o estímulo, mas as ações instintivas continuarão mesmo depois que esse estímulo, que deu início à atividade, tenha desaparecido.

Muitos animais, de minhocas aos símios, podem ter comportamento aprendido, isto é, podem alterar seu comportamento instintivo se aproveitando de experiências passadas. O comportamento aprendido inclui o condicionamento, em que um animal aprende a não reagir a certos estímulos. Um cachorro, por exemplo, aprende a não reagir a determinados barulhos que suas experiências passadas mostraram que não o prejudicam. Boa parte do comportamento animal é uma combinação de instinto moderado com a aprendizagem.

O comportamento inteligente, em que um animal age com discernimento e razão, é encontrado em graus variados em muitos animais. Entretanto, geralmente é difícil distinguir o comportamento aprendido do comportamento inteligente. No entanto, existem evidências de que tais animais, como cachorros, ratos, ursos, símios e certas espécies de aves, são capazes de algumas ações inteligentes.

Comportamento social

Embora algumas espécies de animais apresentem as atividades sociais complexas dos insetos sociais, são pouquíssimos os animais que não são uma vez ou outra sociais. As interações entre pais e filhotes são atividades sociais; da mesma forma que são a corte e o acasalamento entre os sexos. O comportamento social, como qualquer outro comportamento, contribui para o sucesso da espécie e depende da comunicação.

Os seres humanos são os únicos animais que possuem linguagem no sentido real da palavra. Outros animais se comunicam principalmente através de sinais comparativamente simples. O comportamento de uso de sinais é amplamente instintivo, mas as respostas aos sinais (embora normalmente instintivas) são, em muitos animais, aperfeiçoadas pela a aprendizagem. O olfato, a visão e a audição são usados para a comunicação.

A comunicação entre diferentes tipos de animais se limita basicamente a um aviso para ficar longe do território particular. Os animais da mesma espécie entre si, dão sinais para avisar sobre um perigo iminente, para proteger seu território e sua cria, para atrair parceiros e para indicar onde há comida.

Para se comunicar com outros gansos, o ganso-bravo depende principalmente da mudança de sua postura. Certos peixes mudam não apenas a posição de suas barbatanas, mas também sua cor para expressarem medo, agressividade ou que estão prontos para a desova. As rãs, alguns répteis e praticamente todos os mamíferos e aves se comunicam, na maioria das vezes, através do som. Os golfinhos e as baleias se comunicam por meio de uma grande variedade de sons subaquáticos.

As abelhas podem avisar outras abelhas sobre onde encontrar alimento fazendo uma dança específica. Vários animais liberam um odor que pode ser rapidamente identificado por outros. Tais odores são usados para determinar territórios, atrair parceiros ou marcar o caminho até a fonte de alimento.

Nomes dos coletivos dos animais

Animal Coletivo
Urso bando
Gato gataria
Cachorro matilha
Burro tropa
Raposa bando
grupo
Ganso (em vôo) revoada
Ganso (na terra ou na água) bando
Canguru bando
Leão alcatéia; bando
Macaco capela; bando
Codorna bando
Foca bando
Sapo saparia
Baleia baleal
Lobo alcatéia
Peixes cardume
Bois, búfalos e elefantes Manadas
Abelhas enxame
Ovelhas rebanho, malhada
Borboletas panapaná
Porcos vara
Aves revoada (quando em vôo), bando (em terra)
Animais de raça plantel
Boi boiada, rebanho
Camelos cáfila (quando enfileirados)
Gafanhotos, mosquitos
nuvem