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| cobaias de laboratório | ||
![]() ©iStockphoto.com/Andrei Tchernov |
A organização não governamental The Humane Society, dos Estados Unidos, calcula que são usados como cobaias por ano de 70 a 100 milhões de bichos que morrem, 30% sacrificados pela indústria de cosméticos. No Brasil, não existe uma estatística oficial a respeito. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Instituto Vital Brasil mata cerca de 17 mil camundongos, oitenta cobaias e sessenta coelhos por mês. Mas, com isso, são fabricadas 60 mil doses de soro antiofídico, 120 mil doses da vacina anti-rábica e 5 milhões de doses da vacina antitetânica.
A fabricante de cosméticos Natura usou, em 2005, 96 animais em seus laboratórios, quando em 1999 utilizava 4 mil. É a única empresa brasileira de cosméticos que mantém o compromisso de eliminar inteiramente as experiências com animais até 2009.
Na revista científica Acta Cirúrgica Brasileira, 95% dos artigos enviados são de pesquisa em animais de laboratório. Não raro, os editores recebem trabalhos que não cumprem "os princípios éticos da experimentação animal", determinados pelo Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea).
Fazer observações médicas para por meio de animais é uma prática muito comum na nossa civilização. Hipócrates, considerado o pai da medicina, relacionava, didaticamente, órgãos humanos doentes com o de animais, por volta do ano 450 a.C. Nos séculos seguintes, os primeiros anatomistas faziam vivissecções animais com o objetivo de observar estruturas e formular hipóteses sobre o funcionamento associado às mesmas. A primeira vivissecção com caráter experimental como conhecemos hoje pode ter acontecido em Roma entre os séculos 2 e 3. |