Presume-se que os eventos de especiação ocorram sob várias condições. Geralmente, os cientistas acreditam que o motivo é o isolamento de membros da mesma espécie. Existem quatro tipos de especiação que os evolucionistas identificaram como as explicações mais prováveis.
No caso da especiação alopátrica, as fronteiras geográficas reais separam as espécies fisicamente. Um rio ou uma cordilheira, por exemplo, podem causar a divergência de uma espécie.
![]() Prakash Mathema/AFP/Getty Images Cordilheiras como o Himalaia asiático são tão vastas que podem estimular a especiação alopátrica de novas espécies |
A especiação peripátrica ocorre quando um pequeno grupo se isola do núcleo principal da espécie. Como esse grupo é apenas uma pequena parte da população total da espécie, todas as diferenças genéticas que tornam a espécie robusta podem estar ausentes. Isso constitui o que os biologistas evolucionários denominam efeito de gargalo. Alguns dos genes (em inglês) que fluem dentro de uma espécie foram eliminados e separados do conjunto genético.
Em um efeito evolucionário de gargalo, uma pequena população consegue produzir gerações subseqüentes. Isso ocorreu diversas vezes na história humana. A maioria dos europeus, por exemplo, são descendentes de apenas algumas centenas de ancestrais, que viviam em um local no qual ocorreu o efeito de gargalo [fonte: The Polymath].
É possível que um pequeno grupo faça uma nova população, mas pode haver repercussões provenientes de um efeito de gargalo. Os genes presentes nessa pequena população ficarão fortes, pois o fluxo genético é muito maior do que seria em uma população maior, na qual as diferenças genéticas, incluindo anormalidades, estão dissseminadas. Isso é denominado efeito fundador. Os genes dos membros fundadores do que acaba se tornando uma grande população ficam muito mais freqüentes do que em populações maiores semelhantes. Vários membros de uma seita Amish na Pensilvânia (em inglês) sofrem de microcefalia (em inglês), doença geralmente fatal em que o cérebro não atinge seu tamanho normal. Esses Amish são todos descendentes de um só casal que chegou na Pensilvânia no século 18.
No caso da especiação simpátrica, os membros de uma espécie continuam vivendo lado a lado, mas separados em espécies diferentes. Por exemplo, alguns insetos se alimentam e se reproduzem utilizando um só tipo de fruta. Se alguns membros dessa espécie experimentarem outro tipo de fruta, o filhote pode ser criado para utilizar aquela fruta também. Se isso acontecer, os membros da espécie poderão se dividir em dois, apenas com base na fruta que comem e nas quais botam seus ovos.
Em cada um desses tipos de especiação, a espécie deve passar pelo processo de isolamento reprodutivo. Por exemplo, a libélula evoluiu formando genitália diferente, e os membros se tornaram fisicamente incapazes de cruzar entre si. Porém, o isolamento reprodutivo não é sempre tão drástico. Membros de uma só espécie podem evoluir criando rituais de acasalamento diferentes, que não atrairão membros de outras espécies. Eles também podem acasalar em diferentes horários, meses, estações ou anos. Podem também evoluir para acasalar em locais diferentes: em dois tipos de fruta, por exemplo, como no exemplo de especiação simpátrica acima.
Então, quando uma população se encontra isolada do restante da espécie de uma maneira ou de outra, ocorre a especiação, certo? Não necessariamente. Saiba mais sobre a dissemelhança com relação à especiação na página seguinte.