O futuro do alumínio

A história reluzente e metálica do alumínio

1746: Johann Heinrich Pott prepara alumina com base em alum.
1825: Hans Christian Oersted produz o primeiro alumínio.
1886: Charles Martin Hall e Paul L. T. Heroult usam eletrólise para produzir alumínio.
1888: Hall e seus sócios fundam o que hoje é a Aluminum Company of America (Alcoa).
1914: A demanda por alumínio dispara durante a Primeira Guerra Mundial.
1947: O papel alumínio Reynolds Wrap chega às lojas.
1963: A Coors introduz a primeira lata de bebida de alumínio.
1968: Começa o primeiro programa de reciclagem de latas nos EUA.
2020: O Instituto Internacional de Alumínio projeta que o setor será neutro em termos de emissões de carbono.

A produção primária de alumínio requer imensa energia. Também resulta em gases causadores do efeito estufa, que afetam o aquecimento global. De acordo
com o Instituto Internacional de Alumínio, a fabricação de novos estoques do metal libera 1% das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa de origem humana. Uma das principais prioridades do setor é reduzir essas emissões por meio de medidas de limitação, reciclagem ampliada e o uso de alumínios em veículos, aviões, embarcações e trens. De fato, o uso de componentes leves de alumínio em veículos é um dos avanços mais significativos no projeto e fabricação de automóveis. Cada quilo de material mais pesado substituído por alumínio resulta em 22 quilos a menos de emissões de dióxido de carbono ao longo do ciclo de vida do veículo [fonte: Instituto Internacional de Alumínio (em inglês)].

Outra aplicação promissora é o uso do alumínio em carros movidos por células combustíveis. Pesquisadores da Universidade Purdue descobriram recentemente que o alumínio pode ser usado para produzir hidrogênio combustível de forma eficiente. O processo começa com grãos de alumínio, que são misturados a gálio em forma líquida para produzir alumínio-gálio. Quando a água é adicionada, o metal reage com o oxigênio e forma um gel. O processo também produz gás hidrogênio, que pode ser recolhido e usado para alimentar uma célula combustível.

Inovações como essas ampliarão a demanda por alumínio. E mesmo que o metal seja relativamente novo, ele é um dos mais importantes na história da civilização humana. Quando os arqueólogos e antropólogos do amanhã refletirem sobre a sociedade dos séculos 19, 20 e 21, podem dar ao período o nome de Idade do Alumínio, colocando-o ao lado das idades da Pedra, Bronze e Ferro como um dos mais significativos períodos no desenvolvimento cultural humano.