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| acidentes com raios | ||
O jornal O Estado de S.Paulo noticiou em 21 de fevereiro de 2008 que houve 22 mortes por raios nos primeiros 50 dias de 2008 em oposição a 46 vítimas em todo o ano anterior (2007), sugerindo um aumento do número de acidentes. A maior parte dos acidentes se concentra no Estado de São Paulo.
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O La Niña acontece a cada sete meses e dura em torno de seis a dezoito meses. Ele é o oposto do fenômeno El Niño, que é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. |
O fenômeno “La Niña” acontece a cada sete anos e dura em torno de seis a 18 meses. Durante esse período deve-se esperar o aumento do número de tempestades com raio e um conseqüente aumento do número de mortes por esse tipo de acidente como já aconteceu em janeiro deste ano. Se a duração do “La Nina” for prolongada, em setembro quando as tempestades com raios voltam a se tornar mais freqüentes na primavera, o risco de acidentes pode continuar elevado. No ano de 2001 em que o fenômeno “La Niña” marcou presença, o número de mortes por raio atingiu 73 óbitos, o mais alto até agora no país.
Esses números provavelmente são subestimados porque uma parte das mortes ocorre em locais isolados e o atestado de óbito é preenchido colocando-se a parada cardíaca como sendo a causa da morte.
As estatísticas brasileiras nessa área ainda estão sendo construídas. Mas, há similitude com a situação descrita nos Estados Unidos. Tal como aqui, considera-se que se subestimam o número de casos. Lá foram notificados 300 casos/ano com 100 mortes, ou seja, uma letalidade (número de mortos em quem foi vítima do acidente) de 33%. Dos sobreviventes, 3/4 ficaram com seqüelas. As mortes ocorrem logo após o acidente por parada do coração ou da respiração.
No hemisfério norte as ocorrências são entre maio e setembro, ou seja, nos meses mais quentes quando as pessoas ficam expostas à natureza, praias, etc. No Brasil, os casos ocorridos são entre outubro e março. A maior parte das vezes os acidentes ocorrem no fim da tarde.
Dados americanos mostram que antigamente as vítimas eram fazendeiros e marinheiros, mas hoje em dia são adeptos do ecoturismo e atividades esportivas em locais abertos e de maior altitude.
Nos Estados Unidos observou-se que 75 % das vítimas estavam em atividades recreativas. No Brasil, as descrições de morte são, em sua grande maioria, de moradores da zona rural, que estavam andando em locais descampados onde a probabilidade de ser atingido é maior do que em cidades relativamente protegidas. Um dos locais onde se relata mais casos de pessoas atingidas por raios em cidades são campos de futebol ou áreas de lazer extensas. Por isso, a prática de futebol deve ser suspensa, na vigência e tempestades com raios.
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Tipos de acidentes com raio
As formas de acidente por raio são de quatro tipos.
Lesões mais freqüentes
As queimaduras na pele não são freqüentes. A lesão mais características é a chamada figura de Lichtenberg que não tem valor clínico, porque desaparece em dois dias. Porém, apresenta um aspecto muito curioso.
Como já citamos, a questão principal é a parada cardíaca e respiratória. Mesmo, que o atingido pareça “morto”, é indicado o início imediato das manobras de ressuscitação.
Outras situações foram associadas ao acidente com raios como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, amnésia, confusão mental, surdez e cegueira reversíveis, perda de movimentos de membros e dores musculares intensas. E, situações decorrentes da queda da própria altura ou de local mais elevado que é muitas vezes a causa da morte e não o acidente em si.
Na próxima seção, descubra como evitar acidentes com relâmpagos.