
Quando uma bomba nuclear é detonada, a maior parte das fatalidades imediatas será resultado do vento e do calor intenso provocados pela explosão. O dano que uma bomba pode causar varia muito de acordo com seu tamanho, mas uma bomba de hidrogênio de 1 megaton, por exemplo, destruiria tudo em um raio de aproximadamente 3,2 km a partir do ponto zero, e uma pessoa a 8 km de distância teria queimaduras de terceiro grau.
Apenas uma estrutura construída para suportar 50 psi conseguiria resistir perto do ponto zero e a maior parte dela teria que ser subterrânea. O material desse abrigo teria que ser muito pesado e denso, como chumbo ou concreto.
No entanto, o perigo prolongado de uma explosão nuclear é o efeito da radiação nuclear. É com isso que as pessoas fora da área da explosão imediata teriam que se preocupar - as doenças decorrentes da radiação podem chegar a matar mais pessoas que a própria explosão, mas isso aconteceria durante um período muito mais longo.
Quando ocorre a fusão ou a fissão nuclear, são criados muitos tipos de radiação, como partículas alfa, partículas beta, raios gama e nêutrons. As partículas alfa e beta geralmente são inofensivas. Embora sejam partículas rápidas, são muito grandes para passar por uma grande quantidade de matéria - as partículas alfa (átomos de hélio) podem ser bloqueadas por alguns centímetros de ar ou por um pedaço de papel, e as partículas beta (elétrons) podem ser bloqueadas por plástico ou por metal leve. Elas somente representam um perigo sério quando são inaladas ou quando caem na comida que consumimos.
Os raios gama e os nêutrons são muito mais perigosos em relação a uma explosão nuclear. Os nêutrons são mais pesados do que os elétrons e, quando se separam dos átomos do combustível nuclear, como urânio ou plutônio, agem como "mísseis" extremamente pequenos e podem penetrar com facilidade na matéria. Os raios gama são fótons, muito semelhantes à luz, exceto por possuírem mais energia e poderem passar facilmente por vários centímetros de um elemento pesado, como o chumbo.
Quando uma bomba nuclear atinge o chão, abre-se uma cratera, e a terra que fica lá é triturada em trilhões de partículas. Essas partículas recebem a radiação da explosão e são levadas para o céu em uma enorme nuvem em formato de cogumelo. A nuvem não fica lá em cima, nem volta para o chão - o vento a empurra, como faz com qualquer outra nuvem, e as partículas se espalham pelo caminho. O material realmente fica visível, semelhante a areia ou floco, e ficar em contato com uma grande quantidade desse material é perigoso.
O uso de abrigos contra precipitação radioativa é a melhor maneira de proteger as pessoas contra a radiação. Veja a próxima página para saber como eles funcionam.
