Decodificando o DNA

Aplicando técnicas de difração de raio-X, Rosalind Franklin descobriu a dupla espiral do DNA
© iStochphoto / David Marchal
Aplicando técnicas de difração de raio-X, Rosalind Franklin descobriu a dupla espiral do DNA
James Watson e Francis Crick levaram o crédito por solucionar o mistério do DNA, mas sua descoberta dependeu decisivamente  do trabalho de outros, como Alfred Hershey e Martha Case, que, em 1952, coduziram um experimento não famoso que identificou o DNA como a molécula responsável pela hereditariedade. Hershey e Chase trabalharam com um tipo de vírus conhecido como bacteriófago (que parasita outras bactérias). Tal vírus, feito do revestimento protéico que cerca o filamento do DNA, infecta a célula da bactéria, programa-a para fazer mais vírus e então a mata para liberar os novos vírus feitos. Os dois cientistas sabiam disso, mas eles não sabiam que componente - proteína ou DNA - era o responsável, até seu engenhoso experimento misturá-los diretamente aos ácidos nucleicos do DNA.

Depois do experimento de Hershey e Chase, cientistas como Rosalind Franklin se concentraram no DNA e correram para decifrar sua estrutura molecular. Franklin usou uma técnica chamada difração de raio-X para estudar o DNA. Isso envolvia tirar raios-X de fibras alinhadas de DNA purificado. À medida que os raios-X interagem com a moléculas, elas são refratadas - ou desviadas - de seu curso original. Quando  atingem o prato fotográfico, os raios-X refratados formam um padrão que é único para a molécula que está senso analisada. A famosa foto do DNA feita por Franklin mostra um padrão em forma de X que Watson e Crick sabiam ser a assinatura de uma molécula helicoidal (espiralada). Eles também puderam determinar a largura da espiral a partir da imagem de Franklin. A largura sugeria que os dois filamentos faziam a molécula, levando à forma de dupla espiral que todos nós conhecemos hoje.